Corrida e Hidratação
- 11 de mar. de 2018
- 2 min de leitura
Boa Noite leitores!
Pela 2ª vez, fui acompanhar alguns atletas que oriento numa prova de corrida com o objetivo de verificar o nível de desidratação. Quem compete sempre está buscando maneiras de diminuir seu tempo. Na corrida, treina-se muitas estratégias como correr na terra ou grama, fazer subidas, mudar o tênis ... Mas venho lembra-los de que a taxa de desidratação também pode interferir no resultado.
Já é sabido que a água representa em média 70% do peso corporal do adulto e é de extrema importância para a sobrevivência.
Durante a prática do exercício físico, ocorre aumento da temperatura corporal e o mecanismo responsável por dissipar esse calor da pele é a evaporação. Se não houver reposição do líquido perdido o atleta pode entrar num estado de desidratação, que tem como consequências:
- Diminuição do fluxo sanguíneo, prejudicando a oferta de substrato e oxigênio para os músculos;
- Aumento da frequência cardíaca;
- Aumento da probabilidade de desconfortos estomacais;
- Dificuldade de concentração;
- Aumento do uso do estoque de energia muscular;
- Comprometimento severo da regulação da temperatura;
- Queda no desempenho.
Nesse sentido, monitorar essa variável é essencial para a saúde e desempenho do atleta.
Voltando à prova, ela aconteceu em Araras no último sábado. Foi o 1º Desafio Você Off Road (organizado pela MKTT Eventos) com as distâncias de 5 Km, 10 Km e 21 Km.
Além dos meus clientes, tive a oportunidade de coletar dados de outros participantes que se interessaram no monitoramento.
Sessenta e oito (68) atletas foram avaliados, entre homens e mulheres:
Distância de 5 Km è 17 atletas
Distância de 10 Km è 19 atletas
Distância de 21 Km è 31 atletas
Não houve ninguém da distância dos 5 Km que mostrou desidratação. E isso não foi surpresa.

Na distância dos 10 Km, dos 19 atletas, 2 pessoas apresentaram-se desidratadas: um homem com um percentual de 2,38 e uma mulher com 3,85. Vale dizer que eu considerei “desidratação” uma perda de peso percentual de 2%.
Na distância dos 21 Km, dos 29 atletas que finalizaram o teste, 12 apresentaram-se desidratados, sendo que a taxa mínima foi de 2,07% e a máxima de incríveis 7,61%. Não preciso dizer que fiquei bastante surpresa com esses dados até porque 7 dos 12 atletas tiveram taxa maior de 4%. Valores acima de 4% diminuem cerca de 20 a 30% do trabalho realizado e valores de 7% podem resultar em colapso. Para maior surpresa, com exceção de um atleta que não conseguiu me responder o e-mail ao se pesar após a prova (mostrando, talvez, uma dificuldade de concentração), nenhum outro relatou nenhum sintoma a não ser o cansaço visível.
No que se refere aos atletas que atendo, iniciaremos novas estratégias para amenizar dados como esses apresentados. E aproveito para puxar a orelha de alguns quando não fazem o teste que eu peço, rsrsrsrrsrsrsrs ...
É isso! Espero que tenham gostado e se você treina e compete fica um alerta! Procure um profissional habilitado que não foque apenas nas suas medidas de composição corporal!
Boa semana e bons treinos!

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